22/09/2008

em Outono ...Sei de um rio!


Chegamos no verão.
Senta-mo-nos na esplanada junto ao rio a ver "futuros marinheiros" aprender a arte de velejar, ali onde o monumento nos faz lembrar a ousadia daqueles se aventuraram mar adentro à descoberta do mundo.


Enquanto almoçávamos, chegou suave leve e branco. 
Vindo do mar foi entrando rio adentro. primeiro timidamente encostado à outra margem, depois  quanto mais o penetrava maior era o rasto de envolvência que deixava atrás de si. Vi-mo-lo chegar na altura exacta do seu tempo.

Indiferente a tudo, continuou a subir o rio certo de quem vem trazer mudança, de quem vem para transformar.

Suavemente foi tomando conta da cidade, entrou pelas suas artérias abraçando-a e envolveu-a lentamente, e ela entregou-se-lhe.


Não se deteve estremeceu ou recuou com a subida do preço do petróleo, com a queda das bolsas mundiais, nem se atemorizou com a derrocada da economia mundial por causa de uma só empresa americana. Nada detêm a sua força.



Quando acabamos de almoçar
__________ já era Outono!



caia o Carmo e a Trindade
 ___________________e

haverá sempre quem aprenda a dirigir as velas para navegar rios________ de mudança.

10 comentários:

  1. Também quero navegar depressa... sobretudo porque vem aí a mais longa das estações!
    Quero chegar depressa, lá onde o sol brilha!

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  2. Tu mudas a cor de um Outono outonalmente in.sereno.


    fazes as cores do mar serem as cores do imaginário perto.


    e é-me tÃO SERENO mudar-me aqui.


    ________________MIE______________.



    beijo....por cada cor em cada horizonte.



    obrYgada.

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  3. Gosto da margem esse limite que abraças e manuseias em velas
    .
    .
    .
    Adoro essa musica do rio.mar
    .
    .
    bjo grande

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  4. Que estranha sensação senti ao abrir o "Roads".

    Este rio que banha a minha cidade, a cidade onde nasci e vivi metade da minha vida.

    Este rio que também é meu e por onde passo todos os dias.

    Este fado, esta voz.

    O meu "fado"...

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  5. E que linda que é Lisboa...:)

    Por mais que se navegue,...por mais que as velas se façam ao vento,...nunca partimos,...estamos sempre a chegar.
    É a saudade que não nos deixa ficar...:))

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  6. Que maravilha, as tuas fotografias! E esta paisagem única que amo com paixão.
    Adoro perder o olhar nos veleiros e no mar...

    Obrigada, Mié! :) Foi um momento muito feliz que me proporcionaste.

    Bjs solarengos e azuis nesta tua mudança!

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  7. os rios de mudança
    navegam todos os dias

    mesmo que o vento assole as algas
    e os peixes.

    são os ventos que nós trazemos.

    obrigado pela visita ao meu blog
    um abracinho
    jorge vicente

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  8. .....:)

    ja não sei se a alma nos salva...:((((


    _____________________.

    dás-me uma "vela?".




    beijo.te Mie.

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